HERMES INACIO PRESIDENTE DA ACIT RECEBE O SENADOR ALVARO DIAS
NO AUDITÓRIO DA ACIT EM TOLEDO-PR
O senador do PSDB Alvaro Dias que visitou a cidade neste,30 de maio; a convite do presidente da ACIT,Hermes Inacio,palestrou em auditório lotado de convidados sobre o tema " Ètica e Desenvolvimento. Na oportunidade o senador da oposição,respondeu questões diversas a respeito do tema e em especial a reivindicação do prefeito Jose Carlos Schiavinato e Lucio Demarchi (vice) a respeito da reforma tributária dos municípios e, tambem a respeito da situação ds produtores brasileiros no Paraguai de Fernando Lugo
REFORMA TRIBUTÁRIA DOS MUNICÍPIOS
O prefeito eleito de Toledo-PR José Carlos Schiavinato, em oportunidade da presença do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) na cidade, fala ao senador sobre o desenvolvimento de Toledo e, pede atenção especial aos municípios; quanto à reforma tributária.
Jose Carlos Schiavinato, pediu a senador Álvaro Dias que de uma atenção especial ao município de Toledo, pois com a reforma tributária sem uma analise justa aos municípios que produzem mais, o decréscimo de receita seria inevitável e, de grande perda à estes municípios, conforme levantamento feito pela confederação Nacional dos Municípios; argumentou Schiavinato ao senador.
Em resposta a solicitação, o senador Álvaro Dias enfatizou a desigualdade na arrecadação e, comparou a situação dos estados industrializados; como é o caso de São Paulo, que recebe os tributos, quando o produto industrializado tem os impostos recolhido na produção ao invés da origem de consumo, ao contrario do PR que produz energia elétrica que é arrecadadora dos tribudos no local de consumo perdendo cifras de 300 a 500 milhões de reais anualmente.
O senador disse ainda à Schiavinato que acredita que este ano não teremos a reforma tributária, e, que os prefeitos devem se ater as suas associações nacionais e estaduais e que assessorem o senado em busca de reforma justa aos municípios onde ele estará também lutando em busca da reforma mais justa.
Em ocasião da visita do senador,o documento ISO o entrevistou sobre a situação que se encontram os brasileiros proprietários de terras no Paraguai na questão das ocupações e seus provaveis efeitos a partir da posse do presidente eleito
Fernando Armindo Lugo Mendéz
BRASIL E PARAGUAI
“SE HOUVER COMPETENCIA NÃO HAVERÁ CRISE”
A frase é do Senador do PSDB-PR Álvaro Dias a respeito da eminência de crise entre Brasil e Paraguai diante do novo governo Paraguaio de Fernando Armindo Lugo Mendéz “O BISPO DOS POBRES” que toma posse em 15 de agosto próximo. substituindo o então presidente Oscar Nicanor Duarte Frutos que deixa a presidencia em 14 de agosto deste ano.
SEM-TERRAS PARAGUAIOS JÁ OCUPAM MAIS DE 20 PROPRIEDADES
Seis departamentos (Estados) - Alto Paraná, Canindeyú, San Pedro, Caazapá, Itapua e Misiones.
Luiz Aguayo secretário geral do MCNOC o braço mais radical do movimento campesino paraguaio, falou à agencia Brasil sobre a s invasões:
-"Nosso critério de ocupação não passa por ser brasileiro. Passa, por um lado, por aquele produtor que viola abertamente a lei ambiental (com o uso de agrotóxicos), e, por outro lado, pelo latifúndio", diz. Ele explica que a luta pela terra foi provocada justamente pela adoção do modelo de agricultura empresarial, agro exportadora, particularmente de soja.
Aguayo admite que há conflitos, especialmente porque alguns estão em terras desapropriadas pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Rural e da Terra (Indert), que deveriam, segundo ele, ser destinadas à reforma agrária.
As invasões deram início após a vitória de Lugo à presidência do país.
APC (aliança política para mudança) liderado pelo “BISPO DOS POBRES”
Fernando Armindo Lugo Mendéz; (foto e) presidente eleito do Paraguai nas eleições de 2008 apóia também: grupos de extrema esquerda, sem terras, movimentos indígenas, conservadores tradicionais, grupos de centro, e centro direita como o
Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) , quebrou uma hegemonia de 61 anos do partido colorado.
Lugo substitui o presidente “Oscar Nicanor Duarte Frutos”
(d)em 15 de agosto quando toma posse do cargo na transição presidencial.
A “APC” tem cerca de 2,5 mil sócios que são proprietários de pelo menos metade das propriedades da área de conflito, incluindo San Pedro no centro norte;que é o reduto de Lupo, região que concentra a maior parte da população miserável do Paraguai; Alto Paraná e, Canindejú também são região de conflito;Itapúa e Caazapá são próximos alvos prováveis do MCNOC;o braço mais radical do movimento sem-terra no Paraguai, a Mesa Coordenadora Nacional de Organizações Campesinas);apoiada pela Federação Nacional Campesina (FNC), não admite trégua e promete intensificar as invasões, fato que certamente teria conseqüências comprometedoras com a relação dos dois paises,com prejuízos incalculáveis para o desenvolvimento bi lateral; já que os brasileiros; naquele país, são responsáveis por 80% da produção de grãos. Já a FNC (Federação Nacional Campesina) se mostra mais diplomática e admite negociações; mas apenas com o novo governo. “O governo do Bispo dos Pobres” que se inicia em 15 de agosto próximo.
BRASIGUAIOS E O MOVIMENTO CAMPESINO NO PARAGUAI
Senador Álvaro Dias responde questões a respeito das intensões do novo governo paraguaio de Lugo; revisão do custo da energia elétrica e a reforma agrária que Lugo pretende.
No próximo dia 15 de agosto, Lugo toma posse do cargo de presidente eleito no pleito de 2008; e em sua primeira pauta pretende propor uma revisão dos preços da energia elétrica excedente daquele país que, determine o que é preço de custo e, o que é preço justo pelo kwt que vende ao Brasil.
O Brasil paga US$ 300 milhões por ano ao Paraguai, mas Lugo alega que esse montante deve aumentar para cerca de US$ 1,5 bilhão.
Paralelamente o movimento campesino e todas as suas ramificações pressionam os brasileiros proprietários de terras no Paraguai; brasileiros que são responsáveis por uma grande parte da produção agrícola daquele país, com invasões já consumadas e, promessas de novas ocupações em reivindicação da reforma agrária.
Doc.ISO - Senador Álvaro Dias: o senhor acredita que isto seja somente uma pressão para que esse processo se transforme em acordos satisfatórios ao novo governo paraguaio, ou acredita que depois que Lugo for empossado, essa historia toda possa ser conduzida com mais tranqüilidade e diplomacia e, que não de não deva ter semelhança com o episódio anterior da Petrobras?
Senador - "Acho que foi mais um discurso de campanha ; discurso de palanque mesmo; a ponto de chamar o Brasil de imperialista, de explorador. Isso vai mudar ! ".
-"Eu recebi no senado o vice-presidente do Paraguai, Luiz Frederico Franco Gómez (foto d) ;
ele me disse que em relação aos campesinos, a questão das terras, que os brasileiros podem ficar tranqüilos que, quem tem a documentação legalizada não corre risco algum e, os outros; uma comissão vai estudar caso-a-caso para resolver a situação e, que o interesse deles e uma relação cordial, pacífica e, proveitosa com o Brasil e, querem ter bons amigos e bons sócios, segundo ele". *(
Gómez, representa o Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) dentro da Aliança Patriótica para a Mudança (APC), liderada por Lugo )
Sobre a questão da tarifa de energia elétrica, o Senador salientou:
-"A questão da tarifa de energia; eu acho que há um equivoco, que o governo brasileiro pode comprovar que os preços são corretos; por que existe ai outros itens a ser considerados: A dívida, o pagamento da dívida; em fim; não é só a receita que se considera. O Brasil tem condições de comprovar que o preço que esta sendo pago, é absolutamente correto e, se pagar mais, vai recair sobre os consumidores brasileiros".
-"O governo não pode transferir essa carga para os brasileiros; para melhorar a situação dos paraguaios! Olha; os paraguaios são sócios de uma empresa que vale 60 bilhões de dólares; ficaram sócios com nosso dinheiro! Não com dinheiro deles. Foi com o empréstimo do Brasil que eles estão pagando;e ainda devem, que se tornaram nossos sócios.Então me parece que há uma injustiça nessa cobrança; nesse ponto,nós estamos para apoiar o governo brasileiro;mesmo sendo oposição, estou ao lado do governo brasileiro, porque,qualquer concessão nesse caso recai sobre o lombo do consumidor de energia do Brasil".
Doc.ISO – E a reforma agrária que o presidente eleito Fernando Lugo defende.
- O senhor acha que depois de empossado o novo governo paraguaio, não teremos uma crise bi-lateral ?
Senador – “Olha, depende da competência da diplomacia. O governo brasileiro tem que agir sempre com muito rigor; diplomaticamente”.
"Se houver competência não haverá crise, conclui o senador Álvaro Dias do PSDB_PR".
SENADOR ALVARO DIAS PSDB-PR
*Entrevista gravada em 30 de maio e transcrita para o documento ISO.
Claudio Goncalvess/doc.ISOpress
Toledo,30 de maio de 2008
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